1984, 1994, 2004 – Discos que me passaram pelos ouvidos

Para além fogo e ruídos surdos, o Ricardo fez uma coisa que não devia – uma espécie de lista de discos que o marcaram em 1994 e que, vinte anos depois, ainda valem a pena mencionar. Ora eu, entre os vários problemas que tenho, admito que criar listas, tops e afins fazem parte dessa lista (aí vamos nós outra vez). Como tal, não só me dei ao luxo de ir para lá mandar bitaites e acrescentar discos, como ainda dei por mim a pensar que as minhas escolhas são de facto relevantes para além da minha pessoa, a ponto de merecerem um post.

Assim, sem qualquer outro critério de qualidade que não o da minha pessoa (pois…), decidi-me a fazer o meu top 7 de álbuns ao longo desses três marcos ao longo de 20 anos. Quais os critérios? Primeiro, o facto de eu estar vivo nessas datas. Segundo, o facto de ter que ser o total do álbum a ter algum impacto/influência na minha pessoa, isto é, se for só uma música não dá, porque isso me iria lixar o top 10 de músicas que um dia hei-de fazer. Terceiro, tem que ser uma coisa do momento ou aproximado, não vale a cena hipster-retro de “Em 2014 comecei a ouvir muitas cenas de 84 e aquilo é que era bom”. Quarto, não há ordem específica, as escolhas valem como um todo. Quinto, há claros sintomas de dispersão musical nas minhas opções. A malta pedante chama-lhe eclectismo e, para não ficar mal, se calhar dá-me jeito assumir-me como pedante na matéria. Vamos então a isso.

 

1984 – O período infanto-susceptível

(era uma criancinha, tinha o álbum do Naranjito, isto são influências de irmã mais velha, mas a verdade é que muitas coisas ficaram n ouvido durante muitos anos. A isso juntam-se pequenos despertares que depois, à medida que me ia adolescentizando, se tornaram presenças maiores)

 

Depeche Mode – Some Great Reward

Thompson Twins – Into the Gap

Frankie Goes to Hollywood – Welcome to the Pleasuredome

Bob Marley&The Wailers – Legend (compilação)

The Smiths – The Smiths

Metallica – Ride the Lightning

Run DMC – Run DMC

 

1994 – O período revolto-juvenil

(nota-se o conteúdo revoltos, toques de grunge e agressão, mas também uma certa melancolia)

 

Beastie Boys – Ill Communication

Korn – Korn

Pearl Jam – Vitalogy

Soundgarden – Superunkown

Massive Attack – Protection

Alice in Chains – Jar of Flies

Body Count – Born Dead

 

2004 – O período pseudo-adulto-enganador

(mais dispersão, mais modernidade, o alternativo não vai a extremos)

 

Eagles of Death Metal – Peace, Love, Death Metal

Franz Ferdinand – Franz Ferdinand

Aha Shake Heartbreak – Kings of Leon

Talkie Walkie – Air

Reise, Reise – Rammstein

Rearview Mirror – Pearl Jam (colectânea)

You are the Quarry – Morrissey

 

Dão todos uma bela salada de frutas, eu sei, mas são todos tijolos da mesma casa e só não coloco links porque hoje para vos dar música basto eu. A verdade é que tentei ser honesto e ir por aqueles álbuns que mais vezes ouvi e que ainda hoje sei muitas faixas de cor e os quais vou facilmente buscar ao baú e continuam a fazer sentido. Há muito mais para além disto, mas o problemas das escolhas é mesmo este, para agarrar uma gota perde-se um oceano.

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3 pensamentos sobre “1984, 1994, 2004 – Discos que me passaram pelos ouvidos

  1. O Reise, Reise é uma espécie de patinho feio dos discos de Rammstein. Já o seguinte gosto bastante. Mas digno de ser mencionado, ainda assim. Ah, e eu fiz a cena retro-hipster, havia coisas em 1994 que não sonhava que existiam. 😀
    Agora, o Born Dead envelheceu malzinho. O primeiro deles ainda escapou mais ou menos.

    • Em relação aos Rammstein, porventura o Reise, Reise, em termos da minha atenção é mais o canto do cisne que o patinho feio. Devo ter apanhado o Herzeleid quase 10 anos antes, o Sechnsucht é no ponto em que os oiço mais, Mutter o apogeu a chegar às massas e o Reise, Reise, com muito menos músicas que me satisfaçam é, no entanto, a data também do último concerto que vou ver deles (já os tinha visto antes no Restelo e perdi o cara ou coroa para ter convites para o Garage ver o lançamento do Sechnsucht (ganhei o álbum). Depois disso, o meu foco começou a desvanecer-se e a ficar só nessa categoria do passado.

      E sim, Born Dead (ou, como diz um amigo meu “Bo néééé”) envelheceu mal que é doloroso. Só conta como viagem ao passado, apagando também da lista o Ice-T a fazer reality shows…

  2. Devias ouvir o Liebe Ist Fur Alle Da, a Waidmanns Heils é Rammstein no seu melhor. E sim, o Sehnsucht está muito bom, é uma máquina quase perfeita. (especialmente a versão que tem o Du Riechst So Gut ’98).

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