A vida pendurada no botão do refresh

Primem-se botões, fazem-se reloads, os dedos suspiram em ecrãs tácteis e as respostas procuram-se no outro lado dos ecrãs. É este o resultado do “refresh”, o espelho da ansiedade dos tempos modernos. A paciência nunca foi o forte de muita gente mas agora, a impaciência está à distância de um clique ou de um swipe.

É o problema da proximidade constante controlada à distância por telemóveis, computadores, tablets e afins. São eles que prometem que alguém do outro lado está activo, que a mensagem foi recebida e que o destinatário foi avisado. Prometer não é cumprir e a tecnologia não mudou essa premissa.

Mas isto é a lógica a falar e já se sabe que tecnologia é um bom bode expiatório 2.0 mas está longe de ser a culpada de expectativas, ansiedades e, por vezes, do desespero que é transferido para um refresh que se repete em loop em busca de respostas ou novidades que podem não chegar, simplesmente porque não existem. Creio até que hoje em dia, há quem vá para além desse patamar e recorra ao refresh como analgésico para tudo o resto à sua volta, ao jeito de reflexo mecânico.

É um caminho sem retorno? Não sei, mas vou fazer refresh para ver se algures daí surge uma resposta.

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Um pensamento sobre “A vida pendurada no botão do refresh

  1. Pode não ser a culpada de expectativas e ansiedades, mas que a tecla de refresh é perfeitamente capaz de dar com uma pessoa em louca, lá isso é! O melhor é desprendermo-nos das tecnologias por um tempo e percebermos que afinal nem fazem assim tanta falta!

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