E pronto, começou

Começou um ano que promete ser diferente dos outros, mesmo que seja verdade que quase todos eles prometem muito nos primeiros dias e depois, vai-se a ver… Bem, sejamos honestos, quem promete somos nós, o ano limita-se a avançar, nem que seja por não saber fazer outra coisa.

Não sou de balanços, porque acho injusto chutar o bom contra o mau e ver se algum dos lados sai a ganhar. Ainda me custa muito falar no passado de quem já não está cá e com quem sempre pensei que teria tantos e tantos anos para envelhecermos tal como crescemos, a achar piada às mesmas coisas e a partilhar os momentos de parvoíce que fazem da vida adulta uma coisa bem mais aceitável. Vou aprendendo a lidar com isso, da mesma forma que tantos outros são obrigados a lidar com as suas perdas, ao mesmo tempo que a roda não para de girar.

Mas, à minha maneira, sou uma espécie de positivista, o que ganhei e o que ainda estou a ganhar, a descobrir e a explorar, ajuda a que tenha cada vez mais a noção que a vida é tudo menos a preto e branco.

Talvez por isso me custe sempre ter tempo para tudo aquilo que me dá gozo e se calhar não faça a melhor gestão dos minutos e horas disponíveis. Em 2015 vou ter que lançar uma nova tabela de horários, mas uma coisa mental, que as agendas e o Excel causam-me ligeira urticária. Trabalhar sem horários, correr sem destino, colocar a escrita em dia, estar mais perto de quem gosto, lançar umas bolas ao ar, abraçar o que há de novo e conservar o bom no que há de velho são tudo coisas para tomar o seu tempo, o meu tempo e, se quero fazê-lo, toca a sacar da redundância de não haver tempo a perder.

E é bom não esquecer os medos, até porque isso é algo completamente diferente de ter medo de os enfrentar. Sei perfeitamente que a preguiça e a procrastinação são por vezes colunas stereo nos meus ouvidos. Aquilo que desenrasco facilmente podia ficar uma peça de eleição. 90% é bom, impressiona, mas está a 10% do ideal. Ah eo truque da falsa perfeição garante sempre uma desculpa para começar sempre algo, mas só amanhã. É bom que isso acabe hoje.

É que isto já começou e, por muito que dia 31 de Dezembro já esteja marcado no calendário, nunca sabemos realmente como isto vai acabar.

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