Tenho que ir entregar umas cassetes de vídeo

Há dias em que tenho saudades do conceito do clube de vídeo.

Tudo o que ganhámos em comodidade, qualidade de imagem e aumento da oferta possivelmente torna este pensamento obsoleto, no entanto por vezes há uma certa nostalgia na saída de casa para ir escolher um filme.

Ou nostalgia no piratear cassetes metendo fita-cola no local onde a patilha estava quebrada. Ou no mistério da zona do clube de vídeo onde as capas não eram visíveis do lado de fora. Ou de quando isso já não era um mistério, mas um chamariz para um grupo de putos que ia ao clube com a bazófia de ir alugar um filme “daqueles” e depois acabar tudo na galhofa a comparar títulos como “Mete o teu diabo no meu inferno”. Ou conhecer o tipo do clube de vídeo e ele reservar algumas estreias só para nós. Ou termos a ideia que esse mesmo tipo devia ter um negócio paralelo, porque o carrão que tinha e algumas pessoas que por lá passavam não pareciam fazer grande sentido face ao volume de negócio do clube.

Ou, simplesmente, porque a frase “vou ali entregar umas cassetes de vídeo” ficou para sempre a fazer parte do meu argumentário em situações de fuga e possíveis acessos psicóticos.

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