O período rotundista português

Dizer que eu sou um tipo dado a metáforas e a figuras de estilo é um eufemismo. No entanto, estando a pensar (e a passar) nas doses super de rotundas que abundam por aí, ocorreu-me a ideia de um paralelismo: será que esta paixão por rotundas não deriva inconscientemente do misto de indecisões que povoam a nossa vida e do facto de andarmos tantas vezes às voltas em sucessão até encontrarmos a saída certa, só para chegarmos pouco tempo depois a nova rotunda?

Tudo bem que isto seria muito mais bonito num país de autarcas filósofos, em vez de trocarmos regularmente a palavra “filosofia” por “corrupção”. Ainda assim, é uma corrente filosófica bastante redondinha.

E, para não dizerem que só se partilha alarvidade por estas bandas, fiquem com esta bonita rotunda lisboeta que já não existe mas que acho que deve ter tornado a zona bem mais charmosa naqueles tempos.

Alvalade Old School

Anúncios

Um pensamento sobre “O período rotundista português

  1. Braga tem aquilo a que, em terminologia de mobiliário urbano se designa por ovunda (in dicionário de engenharia para amadores). Trata-se de um exemplar raro de rotunda oval, bem conservada e chata para quem lá passa, isso é certo.

Tens a certeza disso que dizes?

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s