Plenário dos trabalhadores na Linha Vermelha

A senhora repetia uma vez e outra no sistema de som da plataforma “Por motivo da realização do plenário dos trabalhadores, a Linha Vermelha encontra-se com perturbações…”. Duvidei de mim, mas outras pessoas faziam um olhar igualmente surpreendido ao ouvir a notificação. Espero que fosse por isso e não pelo facto de ter saído outras vez sem calças.

Sorte a minha que estava num cruzamento entre a linha amarela e a linha vermelha e tinha o tempo suficiente para experiências estúpidas. Afinal de contas sempre quis ver um plenário realizado em plena linha do metro.

Saltei para a linha, com o cuidado para não pisar as linhas que nos transformam em grelhada mista e avancei. Ao fim de uns metros, quando os nossos olhos se começam a habituar à escuridão, continuei sem ver nada, mas lá ouvi umas vozes. Era um plenário de trabalhadores, mas parece que estavam a debater sueca, pois um acusava o patronato de ter os trunfos todos na mão e outro dizia que era tempo de puxar de espadas e paus, pois não havia ouros para ninguém.

Pareceu-me interessante, mas depois senti um apalpão e não foi nas copas. Não querendo saber se era um trabalhador com outro género de reivindicações ou outro tipo de entretenimento subterrâneo, pus-me a milhas.

 

Mais uma experiência para recordar no escurinho do Metro.

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