Os meus dramas sociais com o Monopólio

Li hoje que na próxima edição mundial do jogo Monopólio, Lisboa está bem posicionada na votação das 20 que vão fazer parte do jogo. Ora eu acho isso muito bem, mas tenho um problema com o Monopólio.

img_203603766_1349268866_abig

O meu problema é que levo (talvez demasiado a sério) muito à regra a ideia de “Monopólio” e quando jogo, o meu objectivo é sempre divertir-me. Obviamente que, tendo por base o conceito do jogo, essa diversão atinge-se levando pessoas à bancarrota e vangloriando-me da desgraça alheia.

É certo que hoje em dia já não é um jogo que tenha muitas oportunidades de jogar, dentro do pouco tempo que tenho para os milhentos jogos de tabuleiro mais interessantes e mais complexos que existem. Mas, quando o faço, é para levar a coisa no “espírito do jogo”.

E é ai que a porca torce o rabo e se recusa a pagar a taxa de luxo quando tal lhe sai em sorte. É que as pessoas não compreendem que, para cumprir as regras do Monopólio, há que ser um crápula sem misericórdia. Tirar gozo de ver as últimas notas de alguém entregues numa renda abusiva, ter políticas de empreiteiro manhoso, aproveitar os vazios legais para fazer uma autêntica perseguição às propriedades e títulos que ainda restem à concorrência. Isto tudo sem esquecer o essencial: sentir um certo gozo ao fazê-lo.

Na minha cabeça poucos, se não nenhuns, empresários/magnatas/biltres chegam ao topo e criam monopólios com base numa personalidade charmosa e espírito condescendente. Portanto, se tiver que levar a musa dos meus sonhos à bancarrota ou extorquir os últimos cobres ao casal amigo que pensava ser competitivo, jogo é jogo. E Monopólio não se chama Centro Social de Apoio aos Maus Investimentos Imobiliários e Azar aos Dados. Quem não gosta, resta-lhe esperar que o karma me atinja e haja um cartão à minha espera para me mandar para a prisão. Ainda que eu já tenha tudo preparado para quando lá chegar poder continuar a controlar o meu império confortavelmente.

Portanto, é certo e sabido que nem toda a gente gosta de jogar Monopólio comigo e quem me acuse de ser algo competitivo e maquiavélico, coisas que prefiro entender como elogios à minha personalidade multifacetada. E, nestes joguinhos marotos, há sempre a possibilidade de se tentarem desforrar escolhendo o Pictionary e apostando na minha parca capacidade de desenho. Esquecem-se eles que Van Gogh também foi um incompreendido e, em vida, só vendeu um quadro e foi a um membro da família.

Anúncios

Tens a certeza disso que dizes?

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s