Como aproveitar o fim de semana em caso de apocalipse zombie

Segunda feira é um dia muito bom para suspirar ou lamentar tudo o que se passou no fim de semana. É aquela espécie de intensificador de sabor mas com efeito em delay que é para toda a gente que gosta do conceito “só damos valor ao que temos depois de o perdermos” poder acenar com a cabeça num gesto grave de concordância.

Só que não me apetece propriamente estar para aqui em lamúrias, dado que o meu fim de semana foi aquilo que era suposto ser e pode até ser resumido num tweet*:

‘Fui ao mercado, corri 27kms, comi italiano e convivi, vi NBA e semi adormeci, preparei aulas, vi filme inconsequente, dormi, passeei, comi japonês, vi no cinema filme ligeiro-pensativo, comprei umas coisas em falta, acabei de escrever umas coisas, vi filme consequente e dormi’

 

*(ok são dois tweets, mas quis estruturar a lógica de intensiva de filmes no fim de semana, dispensando no entanto o facto de ter visto ainda uns episódios de The Americans, uma série que ando a tentar perceber se vejo porque gosto do enredo ou porque fico fascinado com a panóplia de perucas usadas pelos protagonistas)

 

O que é que isto tem a ver com o apocalipse zombie?

Tudo, porque à segunda feira dá The Walking Dead uma série que tem mais zombies que o Canal Parlamento e em que, ao fim de cinco temporadas, percebemos que o quotidiano nessa situação não tem grande margem para entretenimento. Se cruzasse o que fiz no meu fim de semana com o que os personagens de série podiam ter feito, muito provavelmente só sobrava muito pouco: comer (sabe-se lá o quê), dormir (sabe-se lá como) e comer um italiano (coisa que não é bem o mesmo que ir comer italiano).

Contudo, conhecendo um pouco da natureza humana, é certo e sabido que chegados à segunda feira, é muito natural que o apocalipse zombie não trave a necessidade de nostalgia/queixume em relação ao fim de semana. Imagino esse resumo de fim de semana:

‘Comi umas bagas não muito podres, fugi de zombies, tive de ir a umas moitas por causa das bagas, pensei em comer o japonês que viaja comigo, adormeci no meio de outra visita às moitas, matei um zombie que parecia o Goucha, olhei para a capa de um DVD e tive saudades, cacei um coelho ou algo que quero acreditar que seja um coelho. Engraçado, já ninguém fala de bola à segunda. Eu e o japonês rimo-nos a olhar para as árvores a balançar. Na verdade eu ri-me do facto do japonês já não ter os dentes da frente. O seguro de saúde é péssimo em situações de apocalipse zombie”

Enfim, enquanto não vem o apocalipse, venham as segundas cheias de tudo o que nos faz falta.

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