Boas razões para a minha não relação com a Caixa

Há já uns bons anos (desde que entrei para a universidade, para ser mais preciso) que tenho uma certa aversão à Caixa Geral de Depósitos e, visto ser um foco central de idosos com dúvidas, lentidão de processos e burocracia de eleição, evito colocar os pés em qualquer agência da rede. No entanto, o destino lá arranjou forma de me fazer lá ir e isso só confirmou tudo aquilo que faço por evitar.

Entre as muitas mudanças que 2015 promete para a minha pessoa, uma delas implica ter sido presenteado com o pincel chamado “administração do condomínio”. Tudo muito bonito, agora até dou ordens sobre a rotação de caixotes do lixo e recebo envelopes de dinheiro de velhotas sorridentes sem que isso implique qualquer tipo de strip da minha parte, mas o condomínio tem uma conta na CGD. E cabe ao novo administrador ir lá fazer pela vidinha para ver se activa recursos tão futuristas como homebanking e não volta lá a colocar os pés tão cedo.

Mas estamos a falar de uma visita à Caixa e nada é tão simples como parece, senão vejamos:

 

Não se confia nas máquinas, já dizia o Exterminador Implacável

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Há um conjunto de máquinas à entrada que permitem fazer todo um conjunto de operações que libertam os balcões, incentivando até o uso das cadernetas. Só que o utente médio da Caixa prefere olhar para as máquinas com desconfiança, atulhando o balcão ou fingindo que tenta uma vez fazer operações com a caderneta para rapidamente desistir e voltar ao balcão.

 

Não há maior força de bloqueio que um idoso

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Nós viemos para a fila ainda a Revolução estava a dar os primeiros passos, ouviu?

A probabilidade de encontrarem idosos à frente numa fila na Caixa é superior à de absorverem oxigénio cada vez que respiram. Mas não são idosos vulgares, não raras vezes são da estirpe que está na fila, mas não está na fila devido doenças/maleitas/questões várias que os levam a estar sentado/noutra fila/a falar com a senhora da limpeza. Isto até ao momento em que pensam que estão na vossa vez, pois aí avançarão destemidos na vossa direcção, com todas as razões pelas quais estão à vossa frente prontas a serem expostas.

 

Ganha-se mais facilmente no Casino do que se acerta no balcão correcto

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A probabilidade de acertar à primeira no balcão/pessoa correcta para vos entender está quase ao nível de conseguir de sacar o Euromilhões com 2€. Ou é porque essa operação não é com aquele gestor, ou porque é com aquele gestor, mas têm que ir a outro spot, que naquele não é possível por causa do sistema ou até porque costumava ser naquele local, mas a remodelação faz com que seja preciso saltar três vezes ao pé-coxinho com uma pasta na mão direita e dizer as palavras mágicas. Não é fácil.

 

Há sempre uma pergunta incompreendida

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Chegados ao local certo, há sempre algo que perguntamos ou algo que nos respondem que parece não fazer sentido, mas alimenta os próximos minutos da conversa até que alguém dê por isso. ‘ Portanto, para abrir uma conta do condomínio há alguns passos que…’ / ‘Oiça, mas o condomínio já tem conta aqui e…’ / ‘Ah, mas podia ter dito, porque as informações que lhe dei nos últimos 10 minutos foram para abertura de novas contas o que…’ / ‘Mas foi a primeira coisa que eu lhe disse…’

 

Falta sempre um papel

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Se não queremos algo tão simples como levantar dinheiro ou depositar papel, vai ser sempre preciso um impresso algures. E nós até podemos ter o grande baralho dos impressos mas não vai ser aquele que é necessário, o que vai exigir que preenchamos um novo impresso o que, por sua vez leva a…

 

Termos de voltar lá

Há sempre um truque qualquer ou uma equação que desconheço que implica um processo em que uma visita à CGD nunca se esgota numa única vez quando a tarefa não é hiper-super-básica. Ou é o impresso que obriga ao documento ou a declaração que é impossível de ter na hora ou falta uma assinatura que nunca foi pedida até nós pensarmos que já não era possível pedir mais nada. E lá saímos nós, resignados e ao mesmo tempo determinados. Na próxima vão ver se as coisas não vão fiar mais fininho.

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