Três horas para correr o mapa

Conforme vou correndo longas distâncias pela cidade, vou encurtando percursos mentais “Expo-Linda-a-velha? Não é assim tão longe…”, “Campo Grande-Belém-Loures? Pensei que fosse mais complicado…”. Conheço várias pessoas que, pela necessidade de acumular desnível para provas de trail, etc, preferem ir de carro até um determinado ponto e fazer um percurso em zona mais adequada para os seus objectivos, o que não é tanto o meu caso, não por não ter objectivos, mas por não ter nos horizontes mais próximos grandes desníveis.

E a verdade é que, algures entre a preguiça mental e o facto de correr maioritariamente sozinho, sinto-me quase sempre mais tentado a começar na minha zona e/ou olhar para o mapa e ver um volta porreira que termine num local onde alguma combinação que tenha lugar a seguir (almoço, por exemplo), permita guarida e um banho.

Tendo isto em conta, algures entre este sábado e domingo vou correr 180 minutos a um ritmo tranquilo. E tenho este mapa para escolher o percurso.

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Seja para que lado for, oriental ou ocidental, já percorri boa parte deles. Quando treino sozinho, a escolha é livre, quando vou acompanhado (menos frequente), muitas vezes a companhia é só parcial, pelo que acerto os percursos pelo total de kms acompanhado ou pela localização de quem vai comigo.

Então e as estradas e a confusão? Obviamente, se o percurso for mais citadino, domingos de manhã costumam ser um bom antídoto em vias mais concorridas.

Então e os bairros manhosos? Nunca fiz a coisa para ser um challenge de perigo e nunca tive problemas. Além disso, são óptimos incentivos para correr mais depressa.

Então e ficares perdido no meio de nenhures? Com os dispositivos que existem hoje em dia, só mesmo em caso de imprevisto. E há sempre alguém simpático na Ramada, na Brandoa ou em Linda-a-Pastora para nos indicar qual a estrada indicada para voltarmos aos eixos.

Então e este fim de semana vai ser por onde? Ainda não decidi, talvez passe algures pelo marco geodésico de Carnaxide ou vá ali para os lados de Caneças e Montemor. Vamos ver, três horas dão tempo para uma voltinha engraçada. Se quiserem aparecer, são sempre bem-vindos, desde que não seja num cruzamento de um qualquer bairro mitra, não vá eu desatar a sprintar.

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3 pensamentos sobre “Três horas para correr o mapa

  1. Olha, foi pena não ter visto isto antes porque podia ter alinhado. A ver se deixo de ser uma betinha que só corre dentro de Lisboa. Vê lá se organizas uma excursão dessas a um Domingo, apanho-te no jardim do Campo Grande. Levo farnel.

    • Betinhas que madrugam para ir correr no meio da mata não são propriamente apanhadas desprevenidas neste tipo de andanças 🙂

      Este fim de semana trocaram-me as voltas e tive que adaptar, mas é possível que no próximo Domingo de manhã vá para a zona saloia e, como é tradição, o local de partida anda ali para os lados do Jardim do Campo Grande, portanto é uma questão de combinar (sem stress de paces e afins, que o domingo é para excursões).

      • No próximo fim-de-semana vou ter de fazer o passeio no sábado, a excursão saloia ficará para outra altura. Quanto ao teu post seguinte (tenho preguiça de ir abrir a caixa de comentários adiante, desculpa lá), confirmo que há um esquema meteorológico qualquer a conspirar para o calor nessa prova. Um dia que me case pela terceira vez marco a boda para a meia-maratona da ponte 25 de Abril, para garantir que toda a gente pode ir de vestido leve e sandálias.

Tens a certeza disso que dizes?

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