A normalidade ou anormalidade: a história da Carochinha

Uma mulher recebe um dinheirinho extra e resolve investir em si e no seu look. Vai então procurar companheiro para a janela – será que podemos assumir que ‘a janela’ é uma metáfora que se refere nos dias de hoje à Internet ou é uma expressão literal? Custa-me pensar nesta última situação como sendo real, por norma nas janelas aqui de Lisboa só tenho visto gatos e idosas, nenhum deles particularmente entusiasmado em procurar companhia. Isso ou sou eu que passo depressa.

Rejeita um conjunto de pretendentes, alguns deles verdadeiros animais, até se deixar convencer por um tipo rato. Faz sentido, tipos com ratice costumam ter algumas artes para convencer senhoras que estão empenhadas em encontrar o amor ou, se for mais viável, um marido funcional.

Juntam os trapinhos e João, esse tal tipo rato, aparece um dia convenientemente ‘afogado e confeccionado’ dentro de um panelão de comida. A mulher, chorosa, diz que ele andava obcecado por comida e com muita falta de amor próprio e que ela até tinha ido à missa rezar por ele. Não há qualquer queixa judicial, mas a mulher recolhe o bónus do seguro de vida de João Ratão.

Desta vez, decide não recorrer à janela para encontrar novo companheiro e parte para as Bahamas.

Violência doméstica? Acidente? Homicídio? História infantil com nuances algo bizarras?

 

 

 

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4 pensamentos sobre “A normalidade ou anormalidade: a história da Carochinha

  1. O problema não está na sopa nem na gulodice do J.R. mas na incapacidade de ambos reconhecerem o match arriscado entre alguém com apetite insaciável e alguém que confia cegamente no outro. É um clássico das relações falhadas. Mas é claro que toda a gente culpa a carochinha (inclusive a própria), que deveria ter deixado a panela tapada, que só queria ficar-lhe com o queijo todo, etc. Mais um exemplo flagrante da clivagem de género entre o locus de causalidade interna – feminino – e externa – masculino.

    • Eu não culpo a Carochinha de nada mas, com o advento da culinária e do masterchefing, se vais escolher um parceiro de forma arriscada, pelo menos que invistas num com alguns dotes culinários.

      É que, antes desta história, o critério de serviços mínimos era ‘O artista lá de casa não sabe sequer fazer um bife/sopa/ovo estrelado’. Depois disto, o mulherio sujeita-se a contentar com: ‘O jovem não cai dentro da panela da sopa e morre, já é um feito’. Low standards levam-nos a viver com os olhos no chão 😉

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