A minha lista de auto-sensibilidade e falta de bom senso

Uma coisa porreira que alguma maturidade traz, para além de uns sempre charmosos toques de cabelo grisalho, é o facto de haver um reajuste nos meus níveis de sensibilidade em relação ao que me rodeia. Há coisas para as quais tinha paciência e deixei de ter e, noutros campos, chegou um comportamento mais condescendente perante situações que antigamente não via da mesma forma. O que não quer dizer que isto se traduza num gajo mais equilibrado por causa disso.

Senão vejamos:

Pequeno exemplo de matérias para as quais tenho um pouco mais de paciência

Crianças.
Pais que sacrificam muita coisa pelos seus filhos.
Pessoas que gostam de discutir coisas válidas mesmo que nem sempre da melhor maneira.
Gente hiper-entusiasta à procura de um novo rumo para a vida e/ou que fala hiper-entusiasmadamente de novos projectos, mesmo que não estejamos bem a ver onde é que aquilo vai parar.
Cenas metafísicas que não têm uma explicação científica.
Putos que pensam de forma diferente da minha.
Críticas sobre os meus defeitos.
Estar em paz com o facto de que não tenho tempo para tudo o que quero fazer.

Pequena exemplo de cenas para as quais tenho cada vez menos paciência

Crianças que se comportam como Damien, o filho do Demo.
Pais que sacrificam muitas pessoas falando só sobre os seus filhos.
Discussões geradas por pessoas que gostam de discutir só para mostrar que são válidas.
Gente que não procura novo rumo na vida nem novos projectos, essencialmente porque passa o tempo a falar sobre o facto de andar à procura de um novo rumo para a vida e novos projectos.
Explicações metafísicas para tudo, a ponto da coisa parecer uma ciência.
Gente da minha idade que pensa como se fossem do Período Glaciar.
Ter de lidar com o facto de que se calhar tenho defeitos.
Malta que parece ter tempo para fazer tudo o que que eu quero fazer, sem que eu perceba onde está o truque.

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4 pensamentos sobre “A minha lista de auto-sensibilidade e falta de bom senso

    • Olha que é um plus. Não o facto de ‘ter defeitos’, mas sim o reconhecimento da possibilidade dos mesmos. Tiras trunfos aos outros e podes usar isso em teu benefício – a perfeição é totalmente indesejável a nível social 😉

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