O problema das revistas de gajas agasalhadas

Esta é a capa da nova/nova/nova (dependendo da versão) Playboy portuguesa.

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Vou dar de borla a relevância (ou não) da jovem em destaque, da piada fácil com Kapinha e da maior curiosidade para mim, que é ver quem arranjaram eles para falar da NBA e se é só mercado da nostalgia ou não.

A minha questão é sempre: vivemos num país com cabedal moral para aguentar uma revista (como deve de ser) em que a exposição do corpo feminino é mais do que sugestão e segue os princípios da casa mãe ou os pressupostos morais e a consequência negativa desse facto são superiores? Se o caso é assente na segunda parte, então não fiquemos a bombar na semântica, limitemos a coisa ao universo das GQ’s e afins, em que temos modelos em poses sexy e a nudez não faz parte da equação

Já tivemos versões anteriores e foram sempre dar ao mesmo: não há cachet para convencer senhoras com ‘nome’ para fazer parte do elenco, as produções fotográficas são pobrezinhas e baseadas sempre nos mesmos clichés. Se ainda consegues ter alguém com um mínimo de nome na praça (Ritas Pereiras da vida e afins), essa pessoa só faz fotos de silhueta, o golpe da mãozinha a cobrir a nudez e o sexy é sinónimo de ver gente a morder os lábios junto a uma piscina.

Isso pode ter muito glamour, ser até interessante para algum público, mas não é Playboy. E se não é Playboy, usar esse nome é só tornar tudo ainda muito mais deprimente. Porque depois ninguém compra, a rentabilidade vai por aí abaixo, o plafond desce e temos mulheres (a beleza e classe das quais impactará sempre o que se pode esperar do projecto) das quais nunca ouvimos falar a fazer uma versão ‘martelada’ e insípida de algo que é apenas uma referência nominal.

Nem se trata de indignação ou rebarba trazida pelo calor, assim como também não sei se no Portugal de hoje uma revista destas ainda faz sentido. Trata-se apenas de ver que se insistem em projectos em que nada é sustentado e se tenta que as coisas vinguem sem olhar para os erros que foram cometidos do ponto de vista estratégico em edições anteriores. É que, assim como assim, as fragilidades estão a nu, as mulheres não.

 

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