Gerações há muitas, seus palermas

Conversa com uma jovem dez anos mais nova que eu, com a qual tenho alguma confiança, sem no entanto sermos amigos do coração.

Conversa tranquila, com vários assuntos à mistura, incluindo escolhas de vida, relações, maturidade, discussões e a estupidez natural das pessoas.

Várias vezes, durante a conversa, ela menciona que na geração dela isto e na minha geração aquilo. Torço o nariz, mas não digo nada, apesar de achar que em certos patamares o generation gap é mais uma questão mental do que etária.

No final da conversa, junto à esquina das despedidas, pergunto-lhe eu:

‘Então mas tu achas que se já existissem tantas diferenças entre o que dizes ser a tua geração e a minha, tínhamos estado este tempo todo à conversa a chegar à conclusão que as pessoas cometem os mesmos erros, têm as mesmas dúvidas e acabam por procurar um terreno comum que é um pouco independente da idade, mas mais numa forma de ver a vida?’

Responde-me ela:

‘Então e achas que se fôssemos da mesma geração, uma conversa com essas conclusões seria posssível?’

 

E para além das despedidas, nessa esquina ficou também a dúvida.

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