Às vezes fujo para Ojos del Salado

Na montanha de conhecimento inútil que, sabe-se lá porquê, vou acumulando nos meus discos de memória, há espaço para o Ojos del Salado. Situado algures entre a fronteira Chile-Argentina, o Ojos del Salado é o vulcão mais alto do mundo, com um lago na cratera que será talvez também o lago mais elevado do mundo e a verdade é que nunca lá pus os pés.

Contudo, enquanto outros escolhem a lua, ilhas paradisíacas, filosóficos bancos de jardim ou a frescura de um duche num dia quente de Verão, às vezes gosto de fugir durante uns minutos para o Ojos del Salado. Imagino a altitude, alguma dificuldade em respirar, o cenário árido mas deslumbrante e o conforto de ter levado um Perna de Pau para comer enquanto penso sobre tudo isto.

Não interessa se é para me distrair da rotina, se é para me continuar a convencer que procrastinação e perfeccionismo são irmãos muito parecidos ou, pura e simplesmente, para aqueles segundos de abstracção essenciais para a nossa saúde mental. A escolha de Ojos del Salado não foi consciente, nem deriva de um desejo de conhecer vulcões e pontos elevados no outro lado do mundo. É apenas um ponto de fuga diferente e de fácil acesso mental.

Que cada um escolha o seu ou, se porventura faltar inspiração, que venha ter comigo a este. Como podem ver, o espaço é grande e, com tanta gente que anda com a cabeça na lua, certamente mais arejado.

Ojos del salado

 

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