Campeão de metáforas de sons de bebés

Há quase tantos livros sobre cenas para bebés quanto estrelas no céu. Sendo uma área de eterna insegurança e desejo de conhecer todas as respostas e soluções, é natural que para além do conhecimento também haja sempre a procura de lucro/negócio.

Um dos aspectos que intriga a humanidade e a parentalidade (não necessariamente por essa ordem) são os sons emitidos por bebés – há quem identifique os choros, quem explique porque ‘gugu’ não é o mesmo que ‘dada’ e a coisa até faça sentido.

O meu problema, para além do lado racional da coisa, é que assim fica tudo muito linear, faltam nessas obras algum espaço para metáforas com correspondência actual. Por exemplo, uma coisa em que eu sou barra é a comparar os sons que o meu o meu puto faz com coisas que fazem todo o sentido/não fazem sentido nenhum (riscar o que não interessa).

Eis três situações.

O grunhido à mini-Ronaldo

Não é bem assim, mas anda lá perto. É um grunhido de uma certa satisfação e deleite que surge em momentos que antecedem ou sucedem situações prazenteiras. Por norma, o mini cidadão fica muito cheio de si (às vezes são gases) depois de emitir o seu CR grunhido, o que faz todo o sentido, embora se algum dia vier a ter irmãs espero que não sigam o exemplo da metáfora.

 

O prenúncio à Zx Spectrum

É uma espécie de arranque tal e qual como no Zx Spectrum – Ao princípio é mais pausado, tal como quando surgiam as barras vermelhas e azuis, e nunca se sabe se a coisa vai correr bem. Depois, mais depressa ou mais lentamente, arranca para o ritmo do jogo a carregar com barras amarelas e azuis, de forma bem mais intensa. A diferença é que normalmente aí a expectativa não é a de jogar uns níveis de Renegade ou Manic Miner, mas sim de fazer os possíveis para que o berreiro não se prolongue.

 

O risinho à Beavis & Butthead

É uma espécie de risadinha sacana, perante algo que lhe dá gozo e que já imagina concretizada mesmo antes de acontecer. Muito comum perante a noção de ‘mama à vista’, ‘vou dar a esta fralda tudo o que merece’ ou ‘banho que é banho não é feito só de água’. Também gera o efeito do pai ou da mãe tentarem fazer o mesmo tipo de riso, levando o bebé a interrogar-se que tipo de educação o espera perante gente que faz imitações tão básicas como esta.

 

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