Episódios vulgares de elevador

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O sistema do edifício em que trabalho faz com que seja mais difícil usar as escadas do que o elevador. E, já que vou de elevador, cumpre-me analisar o seguinte:

Mulheres corporate de consultoras de sucesso vestidas e arranjadas a rigor conseguem, ainda assim,  ter malas horríveis para levar o seu portátil.

Consultores de fato e capacete de mota tendem a passar 95% deste período a passar as mãos pelo cabelo. Kudos para os consultores de fato e capacete de mota carecas.

O pessoal dos call centers  e dos cursos de formação está-se a cagar para hierarquias e cavalheirismo. Se chegou o elevador que eu quero, até uma velha de andarilho pode ser passada a ferro. Isso só é chato porque dá má fama a gajos de barba e tshirt como eu, que podem ser confundidos com esses profissionais.

Telemóveldesguelhismo é a modalidade que tende a comparar telemóveis presentes dentro de um elevador, mas sempre de esguelha.

Cavalheirocuzismo empresarial – modalidade em que consultores deixam passar gentilmente senhoras no acesso ao elevador apenas para lhes controlarem o rabo.

Estou a ficar sem rede – desculpa mais comum utilizada para acabar com conversas ao telefone ao entrar num elevador que não causa qualquer problema desse género.

Mutismo vs falabaratismo – Metade das pessoas baixa o tom de voz ao continuar uma conversa dentro de um elevador. A outra metade fala mais alto para todos saberem do que se trata a conversa.

À hora de saída, 20 segundos chegam para lavar muita roupa suja.

Engates fumados – Quanto mais interessante for a fumadora, maior a probabilidade de ser acompanhada por um gajo não fumador na pausa para o cigarrinho.

A dúvida das dúvidas – Momento de dúvida pessoal em que, tendo a resposta ou uma opinião super válida a dar sobre um assunto que outras pessoas discutem no elevador, somos forçados a continuar calados para não entrar em conversa alheia a pés juntos.

Cantinavador – Pequeno ritual em que alguns utilizam o elevador e os centímetros quadrados disponíveis para arrebanhar um pequeno almoço comprado a caminho do trabalho.

Selfielhagem – Arte desenvolvida por senhoras através da câmara ou superfície espelhada do telemóvel para dar uns últimos retoques na maquilhagem.

Cavalheirismo de sensor – Aquele momento em que um gajo estica o braço ou uma perna para impedir que o sensor feche as portas quando alguém tenta apanhar o elevador no último instante.

Falso cavalheirismo de sensor – Quando finges aquilo que é dito no ponto anterior, mas na realidade não chegas a fazer nada que impeça as portas de se fecharem.

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