O lado bom de não ter tempo para não ter tempo

Ainda não tenho dedos suficientes para contar os dias que faltam até ao meu mês de licença, embora esteja a considerar implantes para aumentar a capacidade. Também não quero entrar naquele loop da malta que se queixa do tempo, são os novos pobres aqueles que não têm tempo para nada do que queriam fazer – já não bastava a escravidão do capital, instalou-se a ditadura do relógio.

Assim sendo, tenho feito um workout melhor que crossfit ao nível da gestão de tempo. Se a perfeição é uma miragem, não me serve de nada ser camelo.

Se o elevadamente científico planeamento de férias permitiu o eclipse de verão de responsáveis não chamados Sérgio, põe-se em acção o método da elasticidade da lógica. Se ela não estica, o nosso horário também não.

Isso, combinado com sprints de regresso para chegar a tempo de dar banho a um mini cidadão que ameaça tornar-se o Michael Phelps das banheiras, permitem um final de tarde com sorriso nos lábios.

Uma vez que desde que esse jovem artista nasceu lá em casa não se usam despertadores, usa-se o seu bom desempenho nas noites para despertares um pouco mais madrugadores e despachar-se logo a corrida comme il faut. Para manter o equilíbrio há dias em que sou eu a gerir o início de dia do puto maravilha e, nesses casos, o desafio é ‘Que nova tarefa consegues fazer enquanto embalas uma criança com um braço?’.

Obviamente que, com a organização de uma espécie de Super Quiz a la Trivial Pursuit com esteróides a espreitar em Setembro e várias coisas para planear, o horário de almoço (quando viável) e o slot 21-23h ficam muitas vezes reservados para o circuito ‘Desenrascanços Múltiplos’ e o apontar de perguntas tão válidas como ‘Que rei português para além dos rótulos de maluco e impotente ainda lhe viu o irmão ficar com a mulher?’ (a resposta não se encontra na novela da TVI que gira entre Angola e Portugal e tem acting e enredo que não lembram ao demo de tão flagelantes que são).

E tempo para me queixar? Não tenho, aproveitei os segundos de sobra para escrever este post, depois de ter cumprido a elevação do meu status social supérfluo através da resposta individual a todos os posts de redes sociais a propósito do meu aniversário no fim de semana.

Sim, porque tive tempo para isso e para enfardar bolo de aniversário feito de gelado. Morango, Bolacha Maria, Lima e Chocolate Negro, já que perguntam.

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