Como encomendar um bolo erótico

Sou um tipo que gosta de pastelarias tradicionais, embora não seja dogmático ao ponto de negar pastelarias modernas, é apenas uma coisa de preferência. Mas, em vez de divagar, falemos da necessidade de evolução das mesmas e do gigantismo em forma de bolo enquanto resposta a esse tipo de necessidade.

Excelente para surpreender crianças, óptimo para fazer sorrir glutões, o gigantismo consiste em pegarmos num bolo de tamanho normal e transformá-lo no Godzilla dos bolos. Um exemplo comum são os queques, mas a coisa não se fica por aqui.
Numa pastelaria que costumo visitar de quando em vez, pela sua proximidade ao meu local de trabalho e pela qualidade do que por lá se vende, de algum tempo para cá têm vindo a surgir deliciosos gigantismos, que vão do pão de Deus ao jesuíta, passando pelo palmier recheado, trança ou o tradicional queque.

Aquilo é magnífico para levar para casa ou para surpreender o empregado dizendo ‘Não embrulhe, é para comer agora’ e depois ver a cara dele. Contudo da última vez que lá fui rebocar um palmier recheado, quem se surpreendeu fui eu ao ler o que dizia o papel de embrulho.

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Primeiro li ‘exótico’, mas depois compreendi a mensagem. É uma nova área de negócio.

Tudo bem, não há nada de errado nisso, mas há uma coisa que me faz alguma confusão. É que se trata de uma pastelaria muito convencional, com empregados de colete e uma senhora mais velha a fazer as nossas contas numa mesa de caixa.

E portanto, o título do post, mais do que uma descrição é uma dúvida – como é que se chega ali e se encomenda um bolo erótico. Devo dirigir-me à senhora e perguntar-lhe, ‘Olhe quero um bolo em forma de mamas’ ou ‘Tenho uma amiga que se vai casa, ao nível de pilas com massa folhada o que é que se arranja de pseudo-divertido e comestível?’.

Fazer o princípio da encomenda é só a ponta do iceberg. Imagino-me sentado a uma mesa a discutir detalhes com um empregado com anos de casa. ‘Então é assim, este bolo não é para mim, mas acha que bico de mama feito de chocolate de leite não é um cliché? É que tenho uma prima que encomendou cá o bolo dela e disse-me que vocês eram perfeccionistas, não só acrescentaram um par de tomates, como os mesmos vinham decorados com fios de caramelo, como se…como se…bem como se de pêlos púbicos comestíveis se tratassem’.

Tudo bem que isto é um convite ao chavascal e na volta o conceito de bolo erótico não se esgota em formas fálicas e mamas açucaradas, mas a questão fica lá perto – haverá catálogo? Ingredientes surpresa? A possibilidade de negociar uma gaja a saltar de dentro do mesmo?

Confesso que sempre desdenhei deste tipo de acepipes, mas a curiosidade do processo é toda uma tentação.

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