Estamos vivos

Ocorreu-me que isto podia ser o título de um filme sobre um grupo que se despenha de avião numas montanhas e, para sobreviver, superam todos os seus limites, incluindo fazer algumas febras de amigos em pior estado após a queda.

Mas, como isso já existe, cumpre o presente para dizer que depois de duas semanas de altos truques ninja, nomeadamente trabalho que nem um cão pastor, alguma corrida (pouca) e a elaboração de um quiz para aí com 200 perguntas (sim, o meu lado geek rula muito), que me permitiu inclusive saber com mais propriedade o que é um vicunha, eis que chegou esse período mítico:

L-I-C-E-N-Ç-A P-A-R-E-N-T-A-L

Em cerca de um mês proponho-me a um ror de actividades que fariam Hércules corar de inveja. No entanto, até agora a lista ainda é pequena:

– Mini cidadão já é possuidor de conta bancária. Pode ter dado trabalho e ter levado a preencher mais papelada do que se tivesse a transferi-lo para a instituição bancária, mas já está – Aplicando a lógica mercantilista, está na altura desta pequena criança começar a construir o seu império financeiro e transformar sorrisos e gracinhas em contributos de familiares e amigos – a minha reforma tem de ser garantida de alguma forma.

– A experiência de ir a uma feira estilo mercado típico ao ar livre não foi trágica. Pelo meio de muito idoso a querer esticar a gânfia para o carrinho, foi divertido. Mini cidadão, aos três meses, rejeitou bolo do caco com manteiga de alho. Pode ter sido premeditado da minha parte, mas fui obrigado a comer dois e empurrá-los com poncha.

– Devo ter tido a melhor estreia sui generis de sempre na Hora do Esquilo (onde gente mítica se reúne lá para as seis da manhã e desata a correr por Monsanto fora) – a generosidade da minha anfitriã e dadora de boleia foi tal, que incluiu passeio turístico e, por via de um ligeiro atraso, direito a volta completa num percurso mais ‘simpático’ do que estava planeado para esse dia (ou madrugada, digamos), tudo cortesia de quem não teve medo de um mânfio a pedir boleia numa esquina escura. Foi giro, correr de noite no meio da mata e usar um frontal pela primeira vez nessas condições tem o seu quê de adaptação, mas é uma nova perspectiva. Se aqui há algum tempo me tivessem proposto isto teria sérias dúvidas, mas agora parece-me uma boa forma de rentabilizar horários. Até porque, apesar do jovem artista lá de casa ser tranquilo durante as noites, despertador é coisa que não faz falta vai para aí mais de três meses.

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Um pensamento sobre “Estamos vivos

  1. Evidentemente que aquilo foi uma praxe programada com antecedência. Não viste as câmaras de filmar penduradas naquela árvore do lado esquerdo, de quem vinha da segunda descida?
    Pronto, não. Sou mesmo despassarada (pun intented). Visto que estás vivo e sobreviveste com grande propriedade, de certeza que a próxima ida aos esquilos valerá ainda mais a pena.

Tens a certeza disso que dizes?

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