A maratona imprevista que, como previsto, decididamente não será uma maratona

Em termos de corrida, fiz um acordo com o mini-cidadão lá de casa para a segunda metade de 2015 – Muito bem, tu nasces e, sem preocupação de garantias e devoluções, eu vou correndo segundo o plano de não ter planos na segunda metade de 2015. Depois, em 2016, tu hás-de começar a cumprir funções de aguadeiro ou vamos ter problemas.

Ele concordou e até adiantou uma sugestão – Olha, meu cota, e se acrescentássemos uma cena, como geralmente vos dou umas noites pacíficas, que tal se aproveitasses o meu repasto pré-matinal lá por volta das cinco e fosses correr com aquele pessoal que lhe dá nas horas em Monsanto, os Esquilos. Com esse cabedal todo a pastar por casa durante a licença era o mínimo que podias fazer.

Perante um não plano, acedi e lá tenho ido dar umas voltas madrugadoras por Monsanto – já contava com um bom espírito e malta com bom andamento mas, mesmo ainda em versão semi-outsider, é fácil sentir a vontade de voltar e o desfrutar da experiência, coisa que tenho feito (se és uma pessoal normal que gosta de dormir até horas decentes, ignora o último parágrafo).

Eis que pelo meio, surge uma oferta de dorsal para a Maratona de Lisboa, no percurso que em 2013 abominei, pela conjugação calor e atritos de estômago. Honestamente, mesmo indo pelo resultado simpático na meia maratona das Lampas, não estou em forma de Maratona – falta-me o ritmo de longa distância em alcatrão. Mas, face à oportunidade (e à previsão de chuva épica, o que me dá sempre gozo) resolvi transformar esta maratona em treino longo que, por acaso, tem 42,195kms. Sem pressão de paces, se encontrar alguém conhecido (e mais lento) que precise de um reboque, pode ser que a coisa se dê e aproveito para testar umas soluções de nutrição, já que percebi que em ritmos de estrada longos o meu maior problema têm sido as reacções de estômago (em Madrid, para evitar vomitar tive que reduzir drasticamente o ritmo nos últimos 4kms) – é que o resto do corpo não está desgastado ao limite e no dia seguinte às maratonas tenho-me sentido fresco.

Mas pronto, por um lado será estranho ir para uma prova sem o objectivo constante de melhoria, como é normal em estrada, por outro será curioso ver como lidarei com uma experiência diferente, com vista a outros benefícios a médio prazo.

Depois, até final do ano, continuam os não planos. Talvez um trail de 30kms ou coisa parecida, uma São Silvestre para fechar em pleno a festa e pensar num plano de treino para o ano que vem.

Em 2016, abre-se com uma vingança de Fim da Europa (a gripe gripou-me em 2014 e fiz uma subida miserável), põe-se uma Eco Marathon de Monsanto em Junho para celebrar o 1º aniversário de mini cidadão em ‘casa’ e o objectivo de uma ultra de 50-60kms para o primeiro terço do ano, em dose adequada à forma. O resto, entre clássicos e novas experiências, logo se vê.

Depois, só falta planear tudo o resto e gozar com o conceito de ‘tempos livres’.

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