Entre as memórias da bruma

Gosto de nevoeiro. Não tanto pelo sebastianismo da coisa, mais talvez pelo Johncarpenterismo do filme ‘The Fog’, que creio ter visto cedo demais para a idade que tinha na altura.

Obviamente, não penso na coisa como uma cortina malévola que oculta marinheiros mortos que procuram vingança mas gosto sempre da cortina mística que nos traz um bom nevoeiro cerrado.

É aquele jogo de sabermos o que há por detrás de uma cortina mas, como ela está lá, podermos imaginar que algo diferente se passa e que só vamos descobrir se o atravessarmos.

  
Ontem tive a oportunidade de testar várias vezes essa noção enquanto corria pela fresquinha em Monsanto. Nem piratas, nem ursos (tirando eu), nem sequer uma imagem fantasmagórica algures. Apenas aquele friozinho da névoa, o silêncio intervalado pelo respirar da mata e a curiosidade de avançar por onde não se vê caminho nenhum.

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