Um ateu comerá pães de Deus?

Às vezes, no balcão da pastelaria, passam-me pela cabeça estranhas divagações que nem sempre têm que ver o pé tamanho 45 da ‘senhora’ antes de mim na fila (veio-se a verificar neste caso que uma senhora com um pé dessa proporção naturalmente exibe uma voz ao estilo Joe Cocker na hora de pedir ao Sr. Armando para meter uma fatia de cheesecake numa caixinha).

Mas, divago em cima da minha divagação.

Pão-de-Deus

A questão aqui é simples e tem apenas um alvo – o pão de Deus.

Se eu não acreditar em Deus, também não deverei acreditar no pão dele, mesmo tendo vinte exemplares iguais a ele no tabuleiro à minha frente?

E, perante a contradição que seria não acreditar em algo que está à minha frente, como lidar com isso?

O que é, no seu cerne, um pão de Deus? O que o distingue dos demais? O misticismo advirá do seu nome ou daquilo que o compõe?

Investigando mais a fundo, sem coco, um pão de Deus não seria mais que uma arrufada ou uma espécie de pão de leite redondo. Portanto, por exclusão de partes, coco é aquilo que torna o pão divino – coco é Deus.

Simplificando ainda mais, um ateu não deverá acreditar em cocos.
Mas, por essa ordem de ideias, caso acredite em Deus deverei entender a água de coco como água benta?

Indeciso, opto por uma barriga de freira.

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