Até onde pretendem levar as perguntas redundantes em entrevistas?

Ou ‘O princípio do cliché aplicado a entrevistas em peças de noticiário’

Ao ver cinco minutos de notícias matinais enquanto tomava o pequeno almoço deparo com a insatisfação das auxiliares (e também da enfermagem em geral?) de um hospital privado no Porto. Têm coros de protesto, têm indignação para dar e vender e têm também uma porta-voz que fala com a jornalista que faz peça.

Razões para aqui, razões para ali, aguenta só um bocadinho o directo e eis que surge a pergunta básica deste tipo de ocasiões:

‘Até onde estão dispostos a levar este protesto?’

Por norma, perante esta pergunta, gostaria de ver uma resposta realmente sarcástico-criativa, algo como:

‘Bem, gostávamos de levá-lo a um circuito no Sudoeste Asiático, mas é difícil arranjar férias nesta altura do ano’

ou

‘Estamos a pensar levá-lo ao Bolhão, porque é fim do mês, temos o frigorífico vazio e dá jeito uma mãozinha extra para carregar os sacos’

ou até mesmo

‘Queríamos mesmo levá-lo a jantar fora, talvez um filmezinho depois e, se tudo corresse bem, acabávamos a noite em casa dele’

Mas a vida insiste que não quer nuances de nonsense assim tão predominantes e, a partir do momento em que a pergunta foi feita, acabou por revelar a resposta que me surgiu imediatamente na cabeça como sendo 99% das vezes a resposta dada a esta pergunta, seja em que situação for.

‘Até onde for preciso’

😦

Desilusão, o protesto merecia mais e a resposta então não se fala. Nem que fosse levá-lo para para o c#!”%”#T

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