O longo e o não convencional

 

Gosto do que foge ao convencional por si mesmo e não por ter que fugir ao convencional para ser não convencional. Por isso, gosto de músicas de 15 minutos feitas em tempos idos em que o género não era tempero corrente. Nem sequer tinha que haver um vídeo de 24 horas como o do Farnel Williams para tornar a coisa viral, catchy, pronta a sacar word of mouth e earned media. O que não torna o Farnel mau, apenas moderno.

Mas o universo tem formas de se cruzar e o Rappers Delight usa o sample do Good Times dos Chic, que tinham o Nile Rodgers. O Nile, sinal dos tempos, associou-se aos Daft Punk que, como se sabe, curtem abanar o capacete e, uma vez que já tinham o Nile, juntaram-lhe o Farnel e fizeram o Get Lucky, do mais catchy para bombar nos tops que existe.

O melhor de tudo?

Escrevo isto em menos de metade do tempo do Rappers Delight.

 

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