A normalidade da omnipresença

Em tempos tinha sido o responsável por tudo. Ia a todas sem medos, com medos e até com ligeiros receios, não tinha tempo para se deter com avaliações. ‘Mas você está em todo o lado?’ perguntou-lhe um tipo que encostara à berma com um pneu furado na bicicleta. Acabou por responder que sim, mas já no segundo seguinte, a uma velhota que tinha sido atacada por pombos insatisfeitos com a qualidade do pão que lhes atirara.
O tipo da bicicleta não ouviu a resposta e mas correu feliz serra acima atrás da bicicleta que ganhara vida.
A velhota achou que, para bêbado de jardim, tinha uma voz muito profunda e tinha jeito para pássaros.
Um dia fartou-se de ser responsável por tudo o que não interessava para nada.
Desligou a omnipresença e foi-se deitar.

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2 pensamentos sobre “A normalidade da omnipresença

  1. Vê lá essa virose que apanhaste do pequeno cidadão, tudo aponta para que isso tenha efeitos secundários de surrealismo. Chá de gengibre ajuda a tratar quase tudo.

    (as melhoras!)

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