Viver no trânsito

Não sei como há quem consiga. Gente que dia após dia, manhã após manhã, tarde após tarde, se mete num carro e enfrenta a batalha do trânsito e do tempo que se perde e não voltamos a ter de volta. Tenho a sorte de só ter que usar o carro por motivos extra-profissionais e, de quando em vez, quando tenho que recorrer ao dito cujo para um qualquer afazer em hora de ponta, desespero.
Desespero com a noção de tempo empatado.
Desespero com a percentagem gigantesca de carros apenas com uma pessoa lá dentro.
Desespero com a falta de civismo.
Desespero com o azedume natural que se forma em nós, enquanto seres enfiados dentro de um caixote de chapa, a tentar que uma manhã não seja mais do mesmo.

Desespero tanto que hoje, perante acidentes, confusões, gente alucinada e afins, resolvi sair do carro a meio caminho e ir à minha vida.
Felizmente, hoje não era eu que ia a conduzir.

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