Sonho de uma noite de táxi

Acabei de dar aulas já para lá das 23.30. Quis o cansaço, a falta de bateria no telemóvel e a aragem nocturna que deixasse a viagem de regresso nas mãos do destino – E se eu apanhasse um táxi em vez de ir de Metro?

Ditei as regras: são três minutos a pé até ao Metro, se passar um táxi, eu vou nessa. Passou o primeiro, ocupado, o segundo, idem e, quando já estou quase ao pé da entrada do Metro, eis que do outro lado do cruzamento surge um táxi a toda a velocidade e trava por causa do sinal vermelho.

É agora, penso eu, começo a atravessar a estrada, aproximando-me dele quando a alta velocidade surge um carro que ultrapassa o táxi, trava e bloqueia-lhe o caminho. Resolvi seguir o exemplo e travar também de forma brusca.

Começa uma troca de galhardetes à bruta, sai um ninja brutamontes do carro, o gajo do táxi aos gritos, o ninja a desafiá-lo para uma valsa, o taxista a propor-lhe uma troca de dicas de física quântica e receitas de pão de ló. O Mitra Summit estava a começar.

Senti-me, por instantes, o puto do Sexto Sentido.

Fiz rapidamente moonwalk e, perante as duas principais hipóteses (eu a ser árbitro de um combate de MMA chunga urbano vs eu a entrar num táxi com um gajo embebido num cocktail de raiva e rancor), lá fui eu de Metro.

Posso dizer que correu tudo bem e, graças a este episódio, os dois gajos que iam na carruagem a treinar argolas e mortais olímpicos pareceram-me extremamente normais.

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