Análise ultra racional de publicidade – Johnny Depp em Dior Sauvage

Os pré-rolls do Youtube trouxeram-me de novo às vistas o anúncio do perfume Sauvage da Dior com o Johnny Depp. Sabendo obviamente que a publicidade, especialmente em perfumes, é muito mais a puxar aos sentidos do que à lógica, devo dizer no entanto que este spot em particular parece ter sido construído a partir de uma sessão de consumo de peyote ou outra substância recomendada por alguns índios das planícies.

Ainda assim, dei-me ao trabalho de reconstruir o guião que certamente deu origem ao anúncio. É ler primeiro, para que ver depois faça sentigo.

‘Dior Sauvage’

Depp dá um concerto, mas a audiência é fraca e o armazém está quase vazio.

Para complicar, enquanto assassina um tema de Ry Cooder, começa a sentir calores e suores frios ao mesmo tempo. É melhor ir andando, que encontrar a saída de óculos escuros não é fácil.

Tentando arejar numa voltinha de carro, o desconforto não passa. Depp procura uma casa de banho, seja onde for, passando inclusive por umas obras, mas nem uma daquelas cabines do cocó se avista. Será que vai dar para aguentar? Ele não sabe.

Ao ver um búfalo (ou será um bisonte?), Depp engole em seco. Fumar broas naquele estado? Não devia…

Tenta acelerar, mas não vai dar mais. Há que sair da estrada e é já. Os gases já estão intoleráveis e os pássaros dão por isso. Uma pá, Depp precisa de uma pá e de encontrar o lugar perfeito. Os coiotes temem pelo seu habitat.

O melhor é começar a cavar. De repente, Depp lembra-se de um antigo ritual índio que diz que se enterrarmos um colar que estimamos, as dores de barriga vão embora. Boa ideia.

Contudo, ao tapar o buraco, Depp dá por algo que não está a ver, mas que se cheira e de que maneira. É tarde demais. Ele sente-a.

Ainda assim, Depp está está tranquilo e contempla o horizonte. Ele tem Dior Sauvage e isso abafa qualquer cheiro, até de diarreia. E isso, meus amigos, é mágico.

 

 

6 pensamentos sobre “Análise ultra racional de publicidade – Johnny Depp em Dior Sauvage

  1. eu cá, raramente elogio, Mak, mas gostei, muito, do que escreveste: a meia ascendência índia, e ele sabe-o, não lhe concede o direito a isto,, bem pelo contrário. Depois, está meio falecido, e a onda cinéfila dele não é esta. Ele sabe-o, melhor que ninguém.

  2. Nunca vou perceber como é que ele alguma vez foi eleito o mais sexy (ou o mais belo, pior ainda) do ano. Mas pronto, pode ter sido um ano de fraca safra.
    Não te escapou nada, nem o segundo em que aparece o coiote 🙂

Tens a certeza disso que dizes?

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s